A vida é uma constante oscilação entre a ancia de ter e o tédio de possuir
Vozes do Barreiro: quando a literatura resgata histórias e transforma vidas No dia 23 de abril, participamos de uma roda de conversa no Centro de Artesanato com a escritora Manoelina Ribeiro, autora do livro "Meu Bairro Meu Povo". O encontro visou explorar sua trajetória literária e ressaltar a relevância de se valorizar a cultura quilombola. A dinâmica começou com uma apresentação da autora, que compartilhou sua história e o processo de criação da obra. Em seguida, foram lidos trechos de suas poesias, que retratam a origem da comunidade do Barreiro, os costumes, as dificuldades e as memórias dos moradores mais antigos. Durante sua fala, Manoelina destacou as barreiras que enfrentou para estudar, como a necessidade de percorrer longas distâncias para ter acesso à escola e às bibliotecas com o intuito de realizar pesquisas. Mesmo com poucos recursos, ela nunca desistiu, reforçando que a educação é a ferramenta essencial para transformar vidas. Ela também explicou que seu livro foi construído a partir de pesquisas com os moradores mais velhos da comunidade, valorizando a memória oral e transformando esses relatos em poesia. Além disso, contou sobre a influência de sua mãe e de seus professores, que incentivaram seu gosto pela leitura desde cedo; sua mãe, inclusive, a estimulava a escrever cartas para os familiares, o que despertou seu talento criativo. A experiência foi fundamental para todos nós, pois nos fez refletir sobre a importância de valorizar nossas raízes e identidade. Percebemos que muitas histórias, principalmente de comunidades quilombolas, não aparecem nos livros tradicionais e precisam ser preservadas. Ademais, o encontro nos mostrou que, mesmo diante de desafios, é possível conquistar nossos sonhos com esforço e dedicação. A fala da autora nos inspirou a acreditar em nosso potencial e nos ensinou que a força de um povo está em manter sua história viva, pois é o valor das coisas pequenas que nos levam a ser grandes. Participar dessa atividade foi enriquecedor, pois ampliou nossa visão sobre cultura e pertencimento, reforçando a importância da literatura como forma de resistência e valorização social.